O chulo reúne as suas trabalhadoras.
Chulo: - Chamei-vos aqui todas para vos avisar que a minha percentagem vai aumentar. Em vez dos 60% usuais passo a ficar com 70% do apuro.
Prostituta: - O quê? Assim ficamos sem nada.
Chulo: - Tem mesmo que ser. Os impostos vão aumentar e os subsídios vão ser cortados.
Rameira: - Mas nós não somos funcionários públicos.
Chulo: - Mas prestais um serviço público. De qualquer modo tenho que fazer juz ao meu nome, não posso deixar que o governo seja mais chulo do que eu. Roubar o povo desta maneira... são bons mas eu já chulo há muito tempo. Pensando melhor, a minha comissão passa para 75%. Assim é que é.
Meretriz: - Como é que vamos sobreviver com tão pouco dinheiro? O que vai ser de nós?
Chulo: - Tendes que investir para melhorar o negócio. É lógico.
Puta: - Investir como?
Chulo: - Para teres mais clientes basta melhorar os pormenores: os preservativos passam de simples para estrias sensoriais, um bochecho mais profundo e alongado, umas collants sem buracos na malha, um perfumezito no pescoço,... será que tenho que explicar tudo? É por esta dedicação que mereço a comissão que vos cobro. Vendo bem as coisas, passa antes para os 80%. Assim é que é.
Trabalhadora liberal: - Mesmo assim não vamos ter mais clientes. Os desta zona já cá vêm todos.
Chulo: - É simples. Colocais um anúncio na internet. É preciso nacionalizar o nosso negócio. O governo também o vai fazer com os bancos.
Vendida: - Acho melhor terminar esta reunião ou os 20% que nos restam ainda evaporam.
Chulo: - Ora, afinal sempre temos por aqui alguém que pensa. Assim já estamos em vantagem sobre o governo porque por lá não há ninguém que o faça.

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