A eterna luta de classes, estereotipada pela cor do colarinho. Qual é a cor do teu colarinho?

Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Blogosfera Fotográfica: Diário 366
 
 "Afogar em Chocolate"

por Rossana Ferreira 

 

Para vós apaixonados da lente, que vibrais à luz do espetro visual e à aceção do som da objetiva, eis que vos presenteio um manjar sensorial.

O espaço Diário 366 é um oásis camaleónico, ofertando aos seguidores uma imagem vibrante a cada dia. Do quotidiano é feito arte, da persistência a qualidade. A fotógrafa amadora Rossana Ferreira consegue extrair da rotina pepitas que doiram na ausência de luz, e resplandecem na banalidade de cada dia.

Confesso que alguns trabalhos lá expostos me cativaram, conquanto que outros, devo dizer, simplesmente ofuscaram-me. É a peculiar capacidade de despoletar vida na inércia, de comprovar a existência dum momento na eternidade, apresentando-o na sua melhor faceta. Há afinidades irrefutáveis com a nossa vida que ficam indeléveis no tempo à mercê da ótica Carl Zeiss na Nikon de Rossana Ferreira.

Captadas na sua maioria na pitoresca localidade de Vila Praia de Âncora, são imagens que falam com sotaque do norte, revelando a todos aquele canto lusitano e honrando o próprio município, que devo dizer, está em dívida com esta artista. 

O julgamento fiz-o eu sem hesitar, a sentença a vós vos deixo. Visitai esta pérola do atlântico norte, pois é a prova viva que há sem dúvida talento em Portugal.       

 

"O Rio Secou"
por Rossana Ferreira


Traficado por Dinis Vieira às 19:24
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Sugestão de Saída: Parque Biológico de Gaia

Fui recentemente a uma casa que já conhecia e da qual guardava boas memórias de uma tarde muito agradável. Já lá tinha estado há uma meia dúzia de anos atrás. Qual foi o meu espanto quando deparei-me com a transformação. 

Belíssimo. O ambiente geral do parque é sadio e apetecível. É um local criado para andar, para criar o desejo de andar, tão belos são os caminhos labirínticos. Por entremeio vai-se encontrando pequenas cabanas para visionarmos os animais no seu habitat. Lá encontramos uns convidativos banquinhos para repousar e informações úteis e pertinentes sobre a fauna desse local. 

Os caminhos estão repletos de surpresas curiosas e originais. Recordo-me de uma bela árvore junto ao caminho, com um enorme livro em cima dum pedestal, com pequenas fábulas para crianças. Encantador e pitoresco aquele cantinho junto à árvore. 

      

          

O ponto alto do parque quiçá talvez seja o espaço do Biorama. Fabuloso! Aqui fiquei abismado. Não esperava minimamente ser presenteado por tamanho banquete visual. A recriação de animais pré-históricos no seu habitat, com sons, alguns com movimento. Tudo construído com um bom gosto que, francamente, ainda não encontrei par em Portugal. Passagem obrigatória. Asseguro-vos que ides adorar. 

Mas o Parque Biológico de Gaia vive da diversidade. Enquanto que outros parques são mais limitados quanto às atracções, este não sobrevive exclusivamente do ambiente fabuloso do passeio, dos espaços encantadores dos seus animais, ou do incrível Biorama. Este parque oferece cantos em vários locais do parque que só por si justificavam inteiramente a visita. Desde um castelo que no interior é viveiro de todo o género de aves, ou por exemplo uma recriação completa de uma quinta onde nada falta, desde os campos cultivados com um pouco de tudo, com uma magnífica casa rural de pedra, onde no interior existe uma exposição bastante alargada sobre todo o género de utensílios de outrora, tendo inclusive quartos inteiros lá recriados. Esta moradia é um sonho. Perdi-me por imenso tempo somente nesta atração, tal são os detalhes. Devo dizer, e não é levianamente que o digo, que é possível sentirmo-nos em casa. Avivou-me como mais nenhum sítio recordações de infância, do ambiente familiar da casa dos avôs. 

Há um local do parque que não posso deixar de destacar também. É uma parte de um jardim que é dedicado às sensações olfactivas. Tem plantadas inúmeras ervas aromáticas. Encontra-se quase de tudo. Desde a erva do caril ou a dos coentros, encontra-se lá exposto flora que existe em Portugal e outra que provavelmente tendes que ir à Índia para encontrar. É um choque para o nosso incauto nariz, pondo verdadeiramente à prova a sua destreza em diferenciar e qualificar.

       

       

Após um tempo magnífico no parque, já junto da saída, surpreendi-me quando aceitei um convite para visitar no edifício da recepção uma exposição temporária sobre as árvores. Não foi essa exposição que me cativou. Sinceramente, nem me agradou. Mas essa galeria tinha um corredor que se estendia para um mundo completamente diferente. Entrei noutra dimensão. Quando já nada esperava, deparei-me com uma exposição com uma riqueza extraordinária, sobre variadíssimos assuntos. A qualidade das peças expostas são de um valor impagável. Deliciei-me de tal modo só com aquela inesperada exposição, como poucas vezes tem sido possível mesmo em museus e afins de renome. É um ataque à minha compreensão como é que aquele espaço está ali, como se somente de mais um mero anexo do parque se tratasse. Vale exclusivamente por si, como poucos locais o conseguem. 

Não vou dizer isto em meias palavras: foi um dos locais em Portugal que mais me agradou até hoje, quer na qualidade do que vi, na diversidade da oferta, e na quatidade dessa mesma oferta. É de loucos. Conheço vários parques biológicos em Portugal, conheço os Parques Zoológicos, conheço os melhores museus, algumas das melhores exposições fixas e itinerantes, mas digo-vos com toda a sinceridade... há muito pouco que se assemelhe. 

A cereja neste bolo acaba mesmo por ser o preço: para os adultos cinco euros, e as crianças com mais de sete anos pagam dois euros e meio. O que é isto comparativamente com tal oferta megalómana? Não é nada. Tenho pago o mesmo por locais ridículos, e naqueles que valem a pena deixa-se 20 a 30 euros na entrada. 

Se quereis um dia bem passado com os vossos, então não hesiteis e visitai o Parque Biológico de Gaia. Confiai cegamente na minha sugestão e após lá ires passai por aqui nesta rubrica e dai-me a vossa opinião. Tenho a certeza que sei qual será a vossa reação. 

        

Site do "Parque Biológico de Gaia"

 

        



Traficado por Dinis Vieira às 21:41
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
Homenagem a Júlio Resende
Um artista é o apreço do seu público, é admiração alheia à sua obra, é uma vida que perdura. Não falece, não abandona, somente muda de forma, quando a sua aura troca o corpo cansado por uma tela.
      
  Homenageio quem de si nos enriqueceu, numa margem à beira rio colorida por uma "Ribeira Negra", obra maior dum grande artista. 
  
A rutura com o vulgar, faz-se na ponta de um lápis, num rabisco embelezado.
      
A vida que abarca a excelência percorre o caminho humilde, mas colorido de alegria. 
    
Exorto a todos que disponham da oportunidade, para visitar a Fundação Júlio Resende - Lugar do Desenho. Fica próxima do Porto, mais concretamente em Valbom - Gondomar, é uma instituição privada de utilidade publica. Saindo junto à ponte do Freixo, do lado norte, seguem junto ao rio para este, percorrendo uns quatro quilómetros. Irão encontrar placas identificativas. 

Atualmente conta com um vasto espólio que reúne mais de dois mil desenhos que Júlio Resende, primeiro Mestre da pintura expressionista, reuniu ao longo da sua carreira de artista. 

Neste lugar, para além da exposição permanente do aludido acervo, são promovidas várias exposições temporárias, concertos, conferências, seminários, cursos ou workshops. 

      

... Mas eu queria, efectivamente, ser pintor!

...

Comprei a primeira caixa de tintas «a sério», e aprendi a colocar as cores na paleta, segundo as boas regras." - Júlio Resende



Traficado por Dinis Vieira às 22:32
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
Sugestão de Espetáculo ao Ar Livre: Arrepiado

 

Arrepiado... é assim que fica a incauta testemunha dum espetáculo deste artista, tal como pode atestar quem já o presenciou.

Tive a oportunidade recentemente de assistir a um espetáculo noturno do "Arrepiado Team" em Miranda do Douro, sendo que dessa noite ainda não tenho imagens. 

Ricardo Domingos, é o nome verdadeiro daquele que é conhecido nos meandros deste espetáculo como "Arrepiado". Tri-campeão nacional de Stunt Riding, anteriormente Freestyle, Ricardo detém uma empresa que apresenta em Portugal e além fronteiras, um espetáculo meritório, audaz e inovador. 

 

 

  

Talvez quiçá fruto de observar tal show pela primeira vez, ou quiçá por ter ido sem qualquer expetativa visto que o nome antes não me dizia nada, mas em verdade confesso que fiquei francamente surpreendido pela exibição, algo que para um cidadão do século XXI já não é fácil de conseguir. 

O domínio e controlo que Ricardo Domingos exerce sobre os diversos veículos que conduz é absolutamente impressionante. Trata-se de uma exibição com uma hora de duração, com constantes manobras a razar autenticamente as grades que separam as potentes máquinas do destemido e voraz público, ansiosos por deleitar-se a cada curva, a cada aceleração, a cada acrobacia, ansiosos por ficarem boquiabertos com o que vem a seguir. Nem por uma vez observei uma manobra um pouco mais afastada das grades... sempre no limite, a fervilhar o motor e a debitar um ronco que imprime na assistência a real potência das máquinas. É sem dúvida um piloto capaz, expondo claramente perante todos a simbiose existente entre si e os veículos, nomeadamente os motociclos. 

Destaca-se igualmente à vista a empatia gerada por este piloto de eleição com o seu público, incentivando-o e interagindo constantemente, virtude que enquadra-se perfeitamente na sua intocável confiança quanto às suas capacidades e derivada de um forte carisma.  

Desde os arranques vertiginosos que tragam cem metros em meros instantes, às velozes manobras em gincana por entre voluntários sem amor à vida (ou com muita confiança), até mesmo manobras circenses com fogo de artifício, vê-se muito e, com muito know-how, tudo suportado por uma equipa de profissionais que vivem o risco como o próprio Arrepiado, submetendo-se a situações que o mero humano nem sequer consideraria. 

 

Ricardo Domingos conduz motociclos, 

 

 

conduz moto 4, 

 

 

conduz um pequeno mas potente Smart. 

 

Mormente encontrava-me em transe com o show que me era presenteado, algumas similaridades trouxeram-me à memória lembranças das façanhas de Evel Knievel e a sua incrível habilidade para as duas rodas.

O intenso ambiente noturno citadino, com pessoas a perigar a sua segurança para poder assistir, colocando-se em locais temerários, recordaram-me aspetos presentes na saga cinematográfica de Velocidade Furiosa.  

É entretenimento puro. É o mote ideal para uma saída airosa e diferente, desdenhando a monotomia patente nas ofertas mais comuns. 

Aconselho vivamente a todos, miúdos e graúdos, fãs de motores ou não, pois é um espetáculo universal, cuja pluralidade encaixa praticamente em todos os mais variados interesses. Procurem pelo seguinte espetáculo próximo de vós e deixem-se arrepiar.  

 



Traficado por Dinis Vieira às 13:58
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Domingo, 3 de Julho de 2011
Sugestão de Leitura

Síndrome do Conto é uma coletânea de várias narrativas originais, sobre histórias com temáticas completamente diferentes e, para diferentes idades.

 

Li sem expetativa formada e confesso que fiquei surpreendido. Dei por mim a ler as primeiras frases e quando tomei consciência já tinha lido tudo de trago. Pode-se dizer que devorei avidamente conto a conto todo o livro. São inexplicavelmente cativantes as transposições entre contos para mundos desiguais. 

 

Os contos vão desde os muito curtos aos consideralvemente longos. Todavia o livro peca por ser algo pequeno no cômputo geral, pois fiquei com imensa vontade de ler o conto seguinte. 

 

O Síndrome do Conto vem com cereja no topo, pois é possível adquiri-lo gratuitamente, fazendo o download do e-Book aqui

A versão em papel também é uma possibilidade mas passa dos €8. 

 

Uma pequena pérola que encontrei por entre o baú interminável da internet.  

É uma leitura leve e breve mas que deixa um sabor agridoce no leitor. 

 

Sem dúvida, vale a pena conferir. 

 



Traficado por Dinis Vieira às 13:31
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Sugestão Cinematográfica

A sugestão que proponho é, tal como a derradeira que aqui deixei noutro post, não um filme mas sim uma série televisiva.

 

Legend of the Seeker é uma autêntica pérola da sétima arte. Poderia desdobrar-me num panegírico interminável, desaprisionar o turbilhão de virtudes que se podem associar a esta magistral obra, mas o maior encómio que se pode ceder a uma série de televisão é de que a sua qualidade assemelha-se à de um filme.

 

Infelizmente nunca foi transmitida em Portugal, pelo que só poderá ser obtida pela internet. 

Se há situações que nos ultrapassam quanto aos motivos, à razão de algo acontecer, este será certamente um desses casos singulares. A série conta no seu rol com duas temporadas. Teve o seu término prematuro devido aos elevados custos de produção. Efetivamente visionando-a, pode-se constatar que todo o ambiente criado é suscetível de elevados encargos. Apesar da enorme contestação do público, a ABC não fomentou a manutenção de uma terceira temporada. 

A contragosto, mas pode-se ainda assim compreender a razão do cancelamento. O que é difícil de entender é porque em Portugal nunca esta fabulosa série foi transmitida, sendo que já data de 2008!?

 

É habitual serem transmitidas séries que são autêntico lixo televisivo, desprovidas de qualquer valor acrescentado, de qualquer réstia de originalidade ou criatividade. Sistematicamente despejadas no nosso templo em frente à televisão, algumas durante mais de uma dezena de temporadas, e no entanto, obras majestosas como esta, capazes de prender literalmente o espetador ao sofá, são simplesmente ignoradas. 

 

Trailer da série em que se pode contemplar a envolvência existente 

 

Legend of the Seeker é uma obra baseada no livro "The Sword of Truth" de Terry Goodkind, produzida por Sam Raimi, que conta no currículo com obras como a trilogia do Homem-aranha, as séries dos anos noventa "Xena: A Princesa Guerreira", "Hercules - As Viagens Fantásticas", ou do mais atual "Spartacus - Sangue e Areia".

É uma série com a chancela da Disney. 

 

É envolta num ambiente místico, medieval, repleto de aventura, romance, humor, decorrendo num universo fantástico, riquíssimo em detalhes e em inúmeros aspetos criados em exclusivo, que favorecem a sua contemplação como série de culto. Semelhante nível de pormenor somente é alcançado por um reduzido número de produções, tais como "A Guerra das Estrelas", "Star Trek", ou "Harry Potter". 

 

Poder-se-á dizer que Legend of the Seeker é algo semelhante ao universo de "Lord of the Rings", mas menos teatralizado, quiçá menos sombrio. A catadupa de ação é um tsunami no ecrã. Os movimentos das cenas de combate têm fragrâncias de "Matrix", conferindo uma espetacularidade de elevado nível. As paisagens são de cortar a respiração, algo normalmente só visto em filmes de grande orçamento. O enredo deriva do livro, estando deste modo garantida a qualidade. Tem um início, um desenrolar gradual dos acontecimentos que suporta o fomentar contínuo da espetativa, surpreendendo regularmente com as reviravoltas bem conseguidas, que são um autêntico manjar para o espetador.

 

Relata a ascensão de um plebeu à condição de Seeker. O mito de um homem renascido ao longo de gerações com o intuito de conduzir o mundo em tempos de desespero, lutando contra o mal que impera, através do uso de uma arma que só o verdadeiro Seeker pode empunhar: a Espada da Verdade.

Richard Cypher (Craig Horner) é o jovem que será incumbido de tão pesada herança, tendo como seu tutor o lendário e poderoso mágico Zeddicus Zu'l Zorander (Bruce Spence). Apesar da assídua presença de Zedd, o seu braço direito será indubitavelmente Kahlan (Bridget Regan), uma Confessora, pertencente a uma irmandade de mulheres com o dom de confessar as pessoas, tornando-as para sempre devotas a si, mas igualmente desprovidas de vida própria.

Todo o mal provém do reinado tirânico de Darken Rahl (Craig Parker), uma figura omnipresente com uma influência e domínio muito vastos.

 

As representações são bastante interessantes, por parte de atores até então desconhecidos do público. É de realçar a química entre as personagens que ajudam sobremaneira a criar uma atmosfera credível.       

Conta ainda com participações em alguns episódios de personalidades consagradas, algumas vencedoras de óscar.

  

 

Podia, mas não serei contido na mensagem que pretendo passar: Legend of the Seeker é uma das melhores produções épicas de fantasia para televisão que eu tive o prazer de ver até hoje. Depende sempre sobre a apetência do consumidor para determinada temática do produto, mas dentro do género é do melhor que se pode encontrar. 

Já recomendei a série a várias pessoas amigas que, sem exceção, ficaram abismadas com o que tiveram o prazer de ver. Algumas ainda hoje se referem a Legend of the Seeker apesar de já terem visto há cerca de dois anos.   

Se gostam de assistir a puro entretenimento dentro do género que descrevi, então nem sequer hesitem: procurem e vejam Legend of the Seeker.  

 

 



Traficado por Dinis Vieira às 15:19
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Sábado, 4 de Junho de 2011
Sugestão Cinematográfica
       
        Não, não irei sugerir um "Ressaca II" ou um qualquer semelhante do momento. Aparte o entretenimento que tais obras podem proporcionar, são sugestões que qualquer pessoa vos poderia fazer. Para isso eu não iria criar propositadamente um post. Não para sugerir o óbvio. 
        Sugerir algo que agrade à massa, para estímulo de jovens e réquiem de séniores, é realçar o valor de "Deadwood". Não é um filme, mas sim uma série televisiva. Um western dos bons velhos tempos em que sobressaiem figuras lendárias da história americana como Al Swearengen (na série, o fantástico Ian McShane), o pistoleiro Wild Bill Hickok (Keith Carradine) e o ex-xerife Seth Bullock (Timothy Olyphant), entre diversas outras de renome. Ao longo de três curtas temporadas, grande parte do elenco principal aloja-se no cemitério local, dando-se graças ao vasto número de figuras de relevo que vão surgindo. 
       Acompanha a construção do acampamento de Deadwood em 1876, em plena febre do ouro, onde atualmente é hoje Dakota do Sul. Rios de álcool, prostitutas, decadência, violência e palavrões brutais, não retiram nem réstia da soberba involvência que esta série consegue proporcionar, saciando o espetador como poucas obras são capazes de o fazer.  
      Deadwood é uma série da HBO, que de resto já nos tem habituado a grandes produções, criada, escrita e supervisionada pelo produtor David Milch, conhecido como um homem capaz de imprimir poesia a diálogos compostos dos piores palavrões e insultos; Deadwood é um tipo diferente de faroeste. Não há avalanches de indios, não há a abundância de clichés presentes na maioria dos westerns, o ambiente é composto de ruas de lama sufocantes, saloons decadentes, confrontos tensos, diálogos e interpretações divinais, trama, intriga, enredo. Ação? Sim, é muito generosa em ação. Tanta que dos vossos poros transpirareis álcool, balas e put... 
      Fica aqui para vosso deleite um pequeno trailer de uma cena da primeira temporada. Grande interpretação. 
   
   
     
      


Traficado por Dinis Vieira às 20:26
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