A eterna luta de classes, estereotipada pela cor do colarinho. Qual é a cor do teu colarinho?

Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
Corrupção na Origem da Bolha Imobiliária em Portugal

Se me dissessem há algum tempo atrás que houve pessoas em Portugal a lucrar 200 mil milhões de euros através de especulação, diria que era impossível. Sim, leu bem: duzentos mil milhões. Mais do dobro do valor total do resgate a Portugal (78 mil milhões).

Como e quem? Para saber o como basta ver o vídeo com atenção? Para saber o quem bastaria ver a documentação guardada em determinados escritórios em Portugal, mas que dificilmente alguém terá acesso.  

Quantos de nós compraram casa três vezes mais cara do que o seu valor real? Com juros tão baixos agora quando há 30 anos atrás estavam nos 25%, como é possível que a sistuação seja pior? Através da especulação de terrenos. O Sr. Pedro Bingre explica de modo claro neste vídeo como foram feitas fortunas sem trabalhar, sacando-se um total de 200 mil milhões ao povo português, dinheiro este concedido através de empréstimos bancários. 

Recordam-se do caso tornado público daquela pessoa que comprou um terreno por tuta e meia, e 30 minutos depois vendeu por 20 milhões. Especulação imobiliária no seu pior. Terrenos agrícolas comprados baratos, que após uma ida à câmara respetiva passa a ter um pedaço de papel que atesta a sua capacidade para construção, multiplicando assim várias vezes o seu valor. 

  



Traficado por Dinis Vieira às 12:35
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O Real Crime de Colarinho Branco em Portugal

Após uma prolongada ausência, voltei para retornar à divulgação de artigos que são caros a todos nós, e que é necessário serem reproduzidos através da rede global, pois os media tradicionais estão comprometidos.  

 

Começando como deve ser, vou deixar exposto um vídeo feito em Dezembro de 2012, da Associação do 25 de Abril. 

Neste trecho intervém Paulo Morais, um Senhor com letra grande. Se já o tinha em boa consideração, agora idolatro-o. Haja assim mais almas lusitanas para conseguirmos mudar o rumo. 

É uma das explicações mais claras e cabais que se pode encontrar sobre a real grande corrupção em Portugal. Porque estamos assim de rastos? Porque nos tiram os trabalhos, os ordenados, as pensões? É um vídeo de meia hora, mas garanto-vos que nem um só minuto é desperdiçado. Não falta nada: nomes, instituições, modus operandi,... está tudo aqui, é público, o que falta para nos mexermos e salvarmo-nos da bancarrota? 

  

 

  
  
Aqui fica a parte seguinte ao vídeo anterior, ainda com a intervenção do Sr. Paulo Morais, em resposta às perguntas que foram colocadas pela audiência. 
  


Traficado por Dinis Vieira às 12:16
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011
E tudo o Alberto Levou
    

Lá no nosso Jardim, havia madeira com abundância. Um dia fomos lá ver o terreno, mas a madeira estava cheia de bicho, possivelmente o tal nemátodo da madeira do pinheiro, oriundo da China. Ouvi dizer que é pior do que os incêndios. Também do oriente só vem o que é ruim! 

   

Com tantos buracos na madeira, aquilo desvalorizou descomunalmente. Agora ainda há que pagar o tratamento da madeira que se consegue aproveitar. E o tratador da madeira? O gajo safa-se assim? Se era pago para salvaguardar a madeira lá do nosso jardim, então tem responsabilidades a assumir. 

Mas os arrendatários lá da terra dizem que até é um gajo porreiro! Querem que continue. 

   

É pá, desculpai lá mas assim não pode ser. Ou nós ou ele. Ele errou grosseiramente, tem que ser despedido. Se quereis que continue lá, então comprai o terreno e fazei dele o que quiseres. Decidei-vos. 

  

   

Num tom menos sarcástico, a verdade é que está na hora do povo madeirense decidir definitivamente o que quer. O Alberto é dirigente e causou a ruína. Tem que ser responsabilizado. Se os madeirenses voltaram a confiar-lhe a maioria absoluta, está na hora dos madeirenses serem ouvidos em referendo sobre a independência do arquipélago. 

Se a preferirem, deiam-lha. 

Se optarem pelo não à independência, então haverá mais legitimidade para, no mínimo, exigir rigor ao Sr. Alberto João Jardim e exigir-lhe lealdade à pátria. Já por diversas vezes ele cometeu o crime de Traição à Pátria, previsto no código penal, ao proferir declarações de teor separatista, num claro desrespeito pela soberania global da nação.

Sobre este assunto, lamento ainda não ter ouvido uma só palavra do nosso chefe supremo das forças armadas, o Presidente Cavaco Silva, que é a garantia principal da soberania e união da nação portuguesa. Falhou por inécia. 

   

Referendo aos madeirenses, já. 

    



Traficado por Dinis Vieira às 23:11
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
A Grande Farsa: "7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa"

 

Estou convicto de que é essencial promover os nossos produtos além fronteiras, pois essa é parte da chave do sucesso. Neste caso em particular, das iguarias da mesa lusitana, promover entre portas é estar a convencer a raposa a gostar de galinha, e quanto ao resto do mundo este concurso é como um grito mudo que não alcança onde era suposto. 

 

 

Reafirmo aqui a minha opinião de que isto é simplesmente uma posição propagandista. Todavia não se alcançou aqui o lote das sete maravilhas gastronómicas portuguesas mas tão somente um lote de sete maravilhas.

Este resultado espelha o provincialismo a que estamos vetados com o tacanhismo ainda imperante, em que as pessoas não olham para o todo mas sim para o eu. Esta linha de ação não se reporta exclusivamente a este concurso mas igualmente a inúmeros outros casos do dia a dia, dando como exemplo óbvio, as próprias eleições legislativas ou autárquicas. 

 

Falo do que sei, pois tive a oportunidade de presenciar uma situação relativa a um concurso de canto promovido por uma televisão em 2010/2011. A Câmara Municipal em questão não se conteve na promoção e apoio ao candidato da povoação, com o intuito de a vitória dele promover o concelho, distribuindo para tal efeito cartões pré-pagos para o povo votar, efetuando acerridamente promoção a esse concurso, quer através de cartazes ou até mesmo com um veículo a circular nas ruas com altifalante. À que referir ainda a familiariedade entre o elenco camarário e esse candidato. Resultado: esse candidato venceu o programa televisivo, apesar de suscitar dúvidas acerca do seu real valor face aos demais candidatos, alguns oriundos de famílias modestas e de concelhos que não necessitam deste género de promoção.

Isto é batota, é falsear a realidade, e não tenho qualquer dúvida que foi o que aqui se passou no concurso em epígrafe.

 

Sem tirar mérito aos escolhidos e apesar das diferentes opiniões, a verdade é que entre os sete estar, por exemplo, o Pastel de Belém e não figurarem inúmeros outros de maior valor para a cultura gastronómica portuguesa, parece-me invulgar.

Certamente não irão negar as raízes vincadas na nossa cultura de pratos com o bacalhau como atração principal, desde o simples Bacalhau Cozido ou o Bacalhau à Gomes de Sá

E que tal algo que se tornou uma marca caracteristicamente portuguesa e sobejamente bajulada além portas: a Francesinha

 

 

Mais para cima para o Minho encontro facilmente auténticos ícones lusitanos, como o Arroz de Sarrabulho (nem me falem de simplicidade na confeção, pois este prato é bem complexo para preparar), o Arroz de Cabidela (há cerca de um ano deu uma reportagem de um Chefe português que venceu um concurso de culinária internacional com este prato), o Arroz de Lampreia (iguaria de época), ou os Rojões à Moda do Minho

 

 

E então a Posta à Mirandesa, o amigo Cozido à Portuguesa, as Tripas à Moda do Porto, a Açorda de Alho, o Polvo à Lagareiro, as Papas de Sarrabulho, a Perdiz, e certamente outros pratos que agora de momento fogem-me à memória. 

Doces? Há o Arroz Doce, o Leite Creme, os Ovos Moles,... enfim. O Pastel de Belém, apesar de gostar bastante, NÃO É uma das sete maravilhas gatronómicas de Portugal... porra, não me lixem com essa!!! Quanto aos demais, fica ao critério de cada um, apesar de pessoalmente considerar que há mais nomeados a retirar de tão exclusiva lista. 

 

                                              

 

Seja como fôr, novamente em Portugal se tomam iniciativas em nome de todos, quando tudo é manipulado por somente alguns.

Eu falo por mim sobre isto, tal como noutros assuntos noutras ocasiões: não reconheço estes resultados. 

 



Traficado por Dinis Vieira às 09:52
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011
Itália chama "parasitas" a quem foge aos impostos

Do site "Económico" do Sapo, por Mafalda Aguilar

 

Para engordar os cofres do Estado, o governo italiano decidiu lançar uma campanha publicitária contra a evasão fiscal.

'Parasita da sociedade'. Foi este o 'slogan' escolhido para sensibilizar os cidadãos contra a evasão fiscal, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades orçamentais.

A campanha arranca hoje na televisão e rádio e em ‘outdoors' nas principais estações de comboios e aeroportos de Roma e Milão.

Na campanha, que se prolongará até Setembro, são exibidos pequenos parasitas, surgindo em grande plano um homem a olhar fixamente para uma câmara. A legenda diz apenas Parasita da Sociedade.

No anúncio, uma voz off afirma: "Quem vive à custa dos outros prejudica todos. Derrotar a evasão fiscal é do teu interesse". 

 

O Berlusconi pode ser controverso, mas estou convicto que em verdade, quem foge aos impostos é efectivamente um "Parasita da Sociedade". Usualmente os que aplaudem a evasão fiscal, são os que a praticam.

Eu não fujo, sempre paguei. Se todos pagássemos, o país estava francamente melhor. Os que optam por essa via são os que melhor se encontram na vida. São aqueles que recebem subsídios do estado por declararem auferir rendimento mínimo. São os que têm negócios rentáveis e que lhes permite a dita fuga: é o café do qual não é emitido recibo, é a oficina de mecânica que faz o serviço sem acrescento do imposto, é a loja que vende por fora, é o carpinteiro, o electricista, o canalizador, o técnico de informática, o explicador de línguas, é o quiosque, são os trabalhos a dias, são todas estas pequenas empresas e serviços que caminham no limbo da lei, arredando o estado de valores que irá extorquir àqueles que já tinham pago a sua cota parte.

Eu pago mais por aqueles que não pagam. Vós nesta situação,... sois uns PARASITAS DA SOCIEDADE. 



Traficado por Dinis Vieira às 21:33
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Domingo, 17 de Julho de 2011
Ascensão do IV Reich

Antes foi assim... 

 

 

 

Agora é assim... 

  

 

 

O IV Reich já se encontra entre nós, mas desta feita a máquina propagandista foi substituida pela bem mais eficaz máquina capitalista. Os alemães perderam a guerra que eles próprios encetaram com propósitos económicos, e aprenderam bem a lição com os seus inimigos, adotando agora a oleada e eficaz camuflagem do modelo da economia atual. 

Ninguém aceita ideias novas pela força. É preciso apresentar as mudanças de forma subliminar e sugestiva, deixando as pessoas interiorizarem-nas, pois deste modo a sugestão irá ser aceite sem contestação e nem será minimamente posta em causa.

É precisamente o que sucede no caso do império do capitalismo. Nascemos dentro deste meio e a maioria de nós nem sequer põe em causa o seu funcionamento. 

O povo alemão tem-se mostrado inconformado com os avultados empréstimos cedidos à Grécia e a Portugal. No entanto, os juros exacerbados que lhes estão associados levarão a receitas recorde para o seu orçamento. Só há ganhos. No improvável, digo eu, caso dos países endividados não repagarem os valores em falta, os credores irão pedir o dinheiro junto das garantias que foram apresentadas. Não há risco, isto é negócio puro e duro, de exploração não só de economias mais débeis, mas igualmente de governos sem pulso. 

 

Como sabem, isto não foi criado da noite para o dia. Para que os países chegassem a este ponto de endividamento, foi necessária uma preparação a longo prazo. Daí a imposição de cotas, ou seja de limites à produção através da exploração dos recursos destes países. Adveio que estes tiveram que adquirir o que não podiam produzir às nações onde as cotas continuavam a permitir um excesso de produção.

Lucro fácil para alemães e companhia. Dívida fácil para Grécia e companhia. Antes a Alemanha e companhia pagavam à Grécia e companhia para não produzir, agora emprestam para finalmente cobrar os dividendos, que se juntam ao lucro obtido anteriormente pelas exportações extraordinárias, e que ainda se mantêm pois na Grécia também é preciso comer e já não têm estrutura para suportar tal produção. 

 

Observem a primeira imagem, do III Reich, onde se pode observar que a Grécia lá se encontra. Não conseguiram à primeira, mas o bom aluno retornou poucas décadas depois com uma nova abordagem, e lá conseguiu subjugar os infelizes gregos. Para mal dos nossos pecados, também fomos enrolados desta feita. Apesar de por princípio ser contra a ditadura cega de António Salazar, dou a mão à palmatória neste aspeto, que ele soube gerir magistralmente o nosso afastamento do declínio. Já nessa altura, a miséria e a desgraça de uns foi o mote para o enriquecimento de outros, incluindo Portugal que aproveitou para guarnecer o stock de ouro. Todavia desta vez não temos uma pessoa pragmática a conduzir os destinos da nossa nação, mas sim uns pobre tolos, iludidos por discursos europeus de glória e prosperidade, de um futuro de irmandade e igualdade, em que todos juntos prosperamos: caíram no goto da camuflada máquina propagandista do IV Reich. 

 

Como se encontra ilustrado na segunda imagem, Merkel propõe para os demais o que não faz na Alemanha. Não faz porque não precisa. Não precisa porque nós os sustentamos, desde as exportações dos últimos 20 anos, e agora a pagar os empréstimos solidários com juros que falam por si, não em irmandade e igualdade, mas sim em subjugação à pseudo-superioridade da raça alemã. Sempre foram nazis, agora somente nazipitalistas. 

 

Só falta mesmo a sublevação para o mundo da voz dum líder, ao bom jeito de Hitler. 



Traficado por Dinis Vieira às 11:28
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Explicação Cabal

Este senhor, que de resto eu pessoalmente considero dos comentadores nacionais mais assertivos da atualidade, faz neste vídeo a melhor explicação dos atuais acontecimentos que infligem Portugal. É sem dúvida uma explicação cabal. 

 

Para quem não teve a oportunidade de o ver na televisão, verifiquem aqui a opinião sustentada da crua realidade. 

 



Traficado por Dinis Vieira às 14:51
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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
Portugal precisa de ti...
...não te excluas por estares revoltado com o Portugal mendigo de hoje pois em nós reside a mudança. 
Vamos todos ajudar a enviar este saco de lixo para a Moody's, porque com a força de todos nós o saco deste vídeo pode ir muito mais longe do que o verdadeiro que foi enviado pelos correios. 
Para já, pela altura em que coloco este post, o vídeo ainda tem poucos acessos. Não deixes de contribuir, pois tu és parte inalienável desta nação. Somos melhores do que nos querem fazer crer. Somos mais do que isto,... do que lixo. 
Isto é a escravatura do século XXI, que não descrimina raça ou género, mas descrimina nacionalidades. A Moody's, a Standard & Poor's e a Fitch Ratings, representam o domínio colonial da idade moderna. Sem dúvida são matéria fina para este blog, pois são os verdadeiros gangsteres de colarinho bem vincado e de cor bem demarcada. 
Não se compreende o porquê da União Europeia não se ter antecipado na criação duma agência de notação financeira, tal como a iniciativa chinesa com a Dagong. 
De qualquer modo toda esta crise tem interesses por detrás como todos nós sabemos. O que nem todos sabem é que não se tratou duma crise inevitável do sistema financeiro, mas sim dum caso de premeditação. Os ciclos de crise são peça chave para determinadas elites mundiais auferirem rendimentos exorbitantes. Já não é a primeira vez. A grande depressão de 1929 nos EUA foi premeditada. A viabilidade de muitos dos maiores conflitos armados que aconteceram na história do século XX e o seu alongamento no tempo, caso do Vietnam, foram premeditadamente provocados.  
Se nunca ouviram antes e desejam saber toda a verdade... vejam o filme "Zeithgeist". 
Trata-se de um filme que representa um movimento crescente. Pessoalmente, concordo com todas as conjeturas económicas e militares que são apresentadas, mas tenho reservas quanto a algumas alegações do foro religioso que o movimento aborda. 
Em breve, farei aqui uma abordagem mais extensiva a este tema. 
Por ora, reforço o apelo para que visionem o vídeo aqui colocado e passem a mensagem. 
Acredito em Portugal, acredito em nós. 


Traficado por Dinis Vieira às 21:28
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Sábado, 11 de Junho de 2011
O exemplo a seguir por um povo desnorteado

 

  

 

Foi com muito gosto que tive conhecimento de um reforço na internacionalização de mais uma marca portuguesa. 

Os sanitários Valadares, empresa sediada em Vila Nova de Gaia, vai dar um salto evolutivo na sua dimensão e projecção após ter assegurado esta semana mais um contrato internacional para exportação. Tem interesses em várias zonas e países, tal como na Europa, Dubai, Arábia Saudita, Austrália ou Coreia do Sul. 

Atualmente detem cerca de sessenta por cento do mercado nacional.  

   

 

 

 

 

 

 

 O sucesso empresarial além fronteiras torna esta marca numa embaixadora portuguesa, recolhendo prestígio para Portugal e cumulativamente para os produtos nacionais, que nesta altura de crise bem precisam de tudo quanto possa ajudar a impulsionar a rede negocial.

 

 

  

 

  

  Aparte da imagem transmitida para o exterior, é igualmente a imagem que é espelhada internamente que deve ser objeto de análise. Prova uma vez mais que por cá temos qualidade sobejando, e que urge explorar toda a potencialidade criativa dos recursos humanos em Portugal. É preciso quebrar o ciclo de estagnação, de emigração de mais valias, de défice de empreendedorismo.

Tem necessariamente de ser o ponto de viragem, apostando em nós próprios, para nosso benefício.

Chega de acatar pavidamente que trabalhamos pouco, mal, sem o rigor necessário. É tempo de nós mesmos provarmos ao mundo que em nada somos inferiores e não mais aceitar imposições ridículas que pretendem que acatemos.

Como a uma pessoa que se diga continuamente que está insã, ela mantem-se nesse estado letárgico. Esperar que alguém a ajude, afastando os seus opressores, é esperar em vão. Ela mesma tem que se erguer e encetar a mudança que precisa.

A lógica que surte do meu discernimento e, a alma que vive em mim, fazem-me crer que somos capazes. Força portugueses... força Portugal.  

 

 

  



Traficado por Dinis Vieira às 10:50
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Gangsteres portugueses de Colarinho Branco

         Comecemos então por um lugar comum, uma espécie de âncora de todo o gangster português que se preze: o Gangster do Colarinho Branco. 

  

  

Colarinho Branco: Enquadramento Histórico

 

       Em 1930, Upton Sinclair usou pela primeira vez o termo colarinho branco. A expressão refere-se a um profissional assalariado, com tarefas administrativas, burocráticas ou de gestão, opondo-se às do colarinho azul, cujo trabalho requer emprego de mão de obra física. Durante os séculos XIX e XX, os trabalhadores masculinos da América e Europa eram quase sempre vistos usando colarinho branco. No século XX nos países anglófonos, a cor das coberturas e das golas indicavam o status social dos trabalhadores: azul para operários, castanho para supervisores e branco para a equipa profissional, bem como para engenheiros.

        Uma pessoa de colarinho branco é alguém que trabalha num escritório ou que não executa esforço físico. (Fonte: Wikipédia)

 

 

Crime do Colarinho Branco: Enquadramento Histórico

 

        O crime do colarinho branco, no campo da criminologia, foi definido inicialmente pelo criminalista americano Edwin Sutherland, como sendo um crime cometido por uma pessoa respeitável e de alto status social, no exercício das suas funções. Os cargos normalmente exercidos criam oportunidades para se cometer fraudesubornouso de informações privilegiadaspeculatocrimes informáticos e contrafação, crimes que podem ser mais facilmente perpetrados por funcionários ou empresários engravatados: os de colarinho branco. 

      Representa um abuso de confiança. Refere-se a um tipo de crime de difícil enquadramento numa qualificação jurídica precisa. Em geral, é cometido sem violência, em situações comerciais, com considerável ganho financeiro. Os autores utilizam métodos sofisticados e transações complexas, o que dificulta muito a sua percepção e investigação. (Fonte: Wikipédia)

 

 

Gangster do Colarinho Branco Português

por Dinis Vieira

 

          O colarinho branco representa logo à partida uma luta de classes. Uma luta na qual poucos triunfam entre muitos. Uma luta que por sua vez representa em toda a plenitude o esplendor e austeridade do capitalismo. 

         Por cá, o fantasma deste crime assombra atualmente os meandros da política, lançando no folclore popular os figurinos que os portugueses esperavam ver como piloto ao leme da nação. 

         É designado como um crime sem uso de violência. Como assim? Milhões de portugueses têm visto as suas condições de vida degradarem-se paulatinamente, forçando-os em muitos casos à precariedade. Assisti pessoalmente a famílias que entregaram a casa. Assisti pessoalmente a pessoas que pedem para comer. Isto não é violência? É sim. Sei distinguir o bem do mal. Sei alhear-me às análises frias que são realizadas aos números, consigo enxergar além da responsabilização financeira que imputam às pessoas atingidas, consigo ver a dor do povo.

        Existe um movimento que aborda a temática do capitalismo e do mundo do colarinho branco: o Movimento Zeitgeist. Este movimento já se encontra presente em dezenas de países, incluindo Portugal. Em terras lusitanas já tem representação numa vintena de concelhos.

     Apesar de não concordar com todos os aspectos que o movimento foca, identifico-me inequivocamente com os principais. Para os interessados, aqui fica o site português: http://www.zeitgeistportugal.org/ 

        A página principal apresenta um vídeo que resume o objetivo e propósitos do movimento. Advoga um mundo sustentável, baseado numa sociedade global. Não se trata de uma qualquer homenagem à canção "Imagine" de John Lennon, mas de uma utopia atingível, de uma realidade incontornável de amanhã. Apresenta o mundo como ele é: fechado, limitado aos recursos que existem e em muitos casos findáveis. Propõem-se a criar um sistema governativo, económico e político, alternativo aos atuais. Todavia, reconhece o poder centralista dos que ciclicamente assumem a governação por este mundo fora. Aqueles que mesmo sem estarem em governos, governam a seu bel desplante através do poder corporativo, das instituições e empresas mais representativas mundialmente. Os colarinhos brancos mais influentes do mundo, já foram alcunhados de "A Nova Ordem Mundial", conceito entretanto caído.

      Muitos haviam que defendiam o corte da cabeça do polvo. Contudo, o método organizacional deste núcleo não é linear, antes é omnipresente e descentralizado como a internet. Se cortassem a cabeça, logo outro assumiria a esse papel. É agora convencional que a mudança terá que surgir pelo caminho mais longo, erradicando o mal pela raiz: a educação. É na educação ministrada atualmente que os seres, como indivíduos, são impregnados de uma competitividade desmedida. É essa competitividade que nos é incutida que leva as pessoas a criarem e sustentarem um ego de classes entre humanos, a almejarem sempre mais, mais do que necessitam, mesmo em prejuízo grave de grande parte da humanidade.

      Os gangsteres portugueses de colarinho branco almejam mais em detrimento da restante maioria portuguesa. No entanto, existem os gangsteres de colarinho branco de classe internacional, com outros argumentos, com outra acutilância na capacidade de estrago. Daí resulta que os danos colaterais recaiem sobre os gangsteres portugueses, mas estes, como quem não é carne mas também não é peixe, repercutem o dano para o povo português, porque afinal de contas, o povo sempre foi nesta hierarquia de monarquias e democracias, o elo mais fraco. 

        Portugal está à deriva, e não é de agora. Não temos liquidez. Se pedimos X a crédito ao banco central, e após o prazo temos que pagar com juros, teremos que devolver mais do que pedimos. Ora está que não temos. Pedimos novo empréstimo a crédito para pagar o primeiro, que trazem a monte mais os seus juros. Após o prazo de pagamento temos de pagar novamente, mas... não temos. Lá vamos nós pedir novamente empréstimo para pagar empréstimo, sempre com os juros que isso representa. Não é preciso saber muito de economia para perceber que é um ciclo vicioso do qual não há saída. É preciso gerar uma fonte de rendimento, algo que os outros não tenham, que não consigam facilmente ter, e... que precisem. 

      É deste mundo que os gangsteres de colarinho branco precisam, este das especulações, das permeáveis tramas jurídicas, dos lobbys, do favorecimento ilícito, da exploração e açabarcamento económico que é feito à população, da propaganda à máquina bem oleada.

      Sim, propaganda. Sempre foi um dos maiores aliados do poder. Não se julgue que propaganda é mera publicidade. Não. É manipulação, é manipulação camuflada. A televisão ainda é atualmente o melhor meio de divulgação, e por tal o canal de excelência de propaganda. Julgamos que estamos no controlo, mas em verdade somos controlados. Essa é a essência da propaganda: a ilusão. Somos a todo o momento levados a crer que determinado produto é melhor ou não, que determinada doença é mortífera e está a alastrar, que determinado partido já ganhou as eleições devido às sondagens, que determinada pessoa cometeu certo crime quando até está inocente. Em Portugal, foi sublimemente usada por António Salazar. Apesar de pessoalmente considerar que tinha propósitos altruístas, faltou-lhe discernimento para levar Portugal mais além, sufocando o povo até ao limite.

     A propaganda também hoje em dia é usada ostensivamente no meio político. Quando incómoda, é abafada, como o conhecido caso da Manuela Moura Guedes. 

     Recentemente, tive uma experiência inusitada noutro dos grandes meios propagandísticos atuais. Reparei que nas notícias dos principais sites portugueses, de diversos jornais online e do próprio Sapo, havia indivíduos que reiteradamente contrapunham-se aos comentários negativos ao partido do poder, bombardeando esses espaços de comentários com mensagens propagandistas. Não afirmavam-se a si mesmos, mas sim como vozes do povo. Comentei, dei a minha opinião. Aleguei e alertei os demais para este facto, de propaganda, de indivíduos assalariados que tinham como função a intervenção nos comentários, como caraterização do povo. Coloquei somente duas opiniões. Cerca de trinta segundos depois, o espanto. Fui ameaçado através de mensagem particular de que deveria parar com aquelas intervenções, pois eram difamatórias e lesivas, de tal modo que poderia ter consequências judiciais!!! Incrível. Fiquei boquiaberto, abismado. Nunca pensei que chegassem a tal ponto! Não difamei, não injuriei. Disse a verdade. Dei a minha opinião de forma assertiva. Esta gente ainda julga que pode calar o povo, que podem calar as vozes contraditórias. Cortar as rédeas a uma figura proeminente como a jornalista Manuela Moura Guedes deveria ser suficiente para lançar o pânico, para suster opiniões negativas ao bom jeito da PIDE. As pessoas estão a despertar. As mentes estão cada vez mais argutas, a alma desvairada com sede de justiça. Não nos calais. 

 

        Para vós, gangsteres portugueses de colarinho branco, junta-se esta missiva, tal como outras antes e muitas outras que se seguirão. É uma mensagem, um aviso. O povo está vivo, a acordar. O mundo tal como é tem os dias contados pois a genialidade do ser humano e a sua própria humanidade, irão confluir para a mudança que urge. Movimentos espontâneos ou não, como o Zeitgeist, irão despoletar e ganhar vida própria, levando-nos ao incontornável amanhã, num novo mundo de igualdade, de compartilhamento, de confraternização, sem fronteiras territoriais, barreiras linguísticas, sem preconceitos religiosos. O mundo em comunhão em direcção a um futuro melhor, mais eficiente, sustentável em recursos, de ambiente são. Venha então. 



Traficado por Dinis Vieira às 17:31
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