A eterna luta de classes, estereotipada pela cor do colarinho. Qual é a cor do teu colarinho?

Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
Corrupção na Origem da Bolha Imobiliária em Portugal

Se me dissessem há algum tempo atrás que houve pessoas em Portugal a lucrar 200 mil milhões de euros através de especulação, diria que era impossível. Sim, leu bem: duzentos mil milhões. Mais do dobro do valor total do resgate a Portugal (78 mil milhões).

Como e quem? Para saber o como basta ver o vídeo com atenção? Para saber o quem bastaria ver a documentação guardada em determinados escritórios em Portugal, mas que dificilmente alguém terá acesso.  

Quantos de nós compraram casa três vezes mais cara do que o seu valor real? Com juros tão baixos agora quando há 30 anos atrás estavam nos 25%, como é possível que a sistuação seja pior? Através da especulação de terrenos. O Sr. Pedro Bingre explica de modo claro neste vídeo como foram feitas fortunas sem trabalhar, sacando-se um total de 200 mil milhões ao povo português, dinheiro este concedido através de empréstimos bancários. 

Recordam-se do caso tornado público daquela pessoa que comprou um terreno por tuta e meia, e 30 minutos depois vendeu por 20 milhões. Especulação imobiliária no seu pior. Terrenos agrícolas comprados baratos, que após uma ida à câmara respetiva passa a ter um pedaço de papel que atesta a sua capacidade para construção, multiplicando assim várias vezes o seu valor. 

  



Traficado por Dinis Vieira às 12:35
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Blogosfera Fotográfica: Diário 366
 
 "Afogar em Chocolate"

por Rossana Ferreira 

 

Para vós apaixonados da lente, que vibrais à luz do espetro visual e à aceção do som da objetiva, eis que vos presenteio um manjar sensorial.

O espaço Diário 366 é um oásis camaleónico, ofertando aos seguidores uma imagem vibrante a cada dia. Do quotidiano é feito arte, da persistência a qualidade. A fotógrafa amadora Rossana Ferreira consegue extrair da rotina pepitas que doiram na ausência de luz, e resplandecem na banalidade de cada dia.

Confesso que alguns trabalhos lá expostos me cativaram, conquanto que outros, devo dizer, simplesmente ofuscaram-me. É a peculiar capacidade de despoletar vida na inércia, de comprovar a existência dum momento na eternidade, apresentando-o na sua melhor faceta. Há afinidades irrefutáveis com a nossa vida que ficam indeléveis no tempo à mercê da ótica Carl Zeiss na Nikon de Rossana Ferreira.

Captadas na sua maioria na pitoresca localidade de Vila Praia de Âncora, são imagens que falam com sotaque do norte, revelando a todos aquele canto lusitano e honrando o próprio município, que devo dizer, está em dívida com esta artista. 

O julgamento fiz-o eu sem hesitar, a sentença a vós vos deixo. Visitai esta pérola do atlântico norte, pois é a prova viva que há sem dúvida talento em Portugal.       

 

"O Rio Secou"
por Rossana Ferreira


Traficado por Dinis Vieira às 19:24
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
A Questão da Instabilidade no Sporting

  

Hoje, no programa "Grande Entrevista" da RTP1, assisti com um misto de espanto e conformismo aos comentários desportivos dos convidados. Comummente são aqueles ligados ao futebol que menos enxergam e este é um bom exemplo.

Foi por todos referida a instabilidade do Sporting nesta época, fazendo uma ressalva a uma série de sete jogos a vencer em que a equipa se apresentou em bom plano. 

Caríssimos entendidos, não foi um acaso. Há uma diferença evidente dessa equipa para a restante época: Rinaudo. 

Este jogador lesionou-se e precisamente no jogo seguinte o Sporting entrou em descalabro. Apesar de não ter sido dado suficiente relevo a este aspeto, a verdade é que outro momento positivo do Sporting coincidiu com o rertorno de Rinaudo à equipa, que infelizmente foi de pouca duração devido à persistência da lesão. 

Há quem diga que um jogador não pode fazer semelhante diferença, que uma equipa não vive de um jogador. Enganam-se. Em alguns casos, determinados jogadores são fundamentais, quer pelo papel relevante que desempenham, quer por não haver qualquer substituto digno desse nome. 

    

  

Quanto ao treinador Sá Pinto, concordo com a apreciação: tem alma, é pragmático, sabe aproveitar o que tem à disposição. Relembremo-nos que Rinaudo ainda não lhe prestou serviço e ainda assim o Sá tem obtido resultados. No entanto, tal tem sido arrancado a ferros como temos podido verificar. Este jogo com o Metalist, foi uma penitência. Não por o Sporting defender, não por ter dependido da fortuna do jogo, mas sim porque a maioria dos jogadores não corriam, falhavam passes descaradamente, não tiveram alma. Não falem do esforço físico, como erradamente os comentadores do programa da RTP1 mencionaram, porque caso o Metalist tivesse marcado o segundo ver-se-ia um Sporting de grande fulgor. Não duvidem disto. No entanto, fulgor poderia já não ser suficiente. 

    

  

Esta equipa tem efetivamente jogadores de valor. Na próxima época precisará de cerca de seis jogadores para posições estratégicas. Seis jogadores... com real valor, e não pseudo-craques que vêem só porque o passe sai à borla. 

O holandês voador plana junto ao chão. Era bom que algum otário o comprasse.

O Capel mantinha-o apesar dos queixumes de terceiros. Acho que tem valor para estar na equipa. 

O Polga tem experiência mas nada mais. É caso para dizer que nem com uma limpeza de balneário como aconteceu na pré-época ele desandou para fora. 

O meio campo ofensivo suspira por um líder. O Matías não o é. Craque? Onde? Falta outro otário que o compre. 

O Renato Neto para já é bom só para substituto. Está muito verdinho mas tem potencial. Recorda-me o Oceano. 

  

O mais caricato é que o clube tem bons jogadores, mas estão emprestados. O melhor elemento esta temporada na Académica (adv na final da Taça) é o Adrien Silva do Sporting. 

No Olhanense o Wilson Eduardo já fez por merecer uma oportunidade no ataque leonino. Até o coxo do Djaló a teve! 

O miúdo Diogo Salomão tem enorme potencial. Precisa de uma mão, quiçá dum moralizador como o Sá Pinto. 

O Arias passou e arrumou. Mesmo com concorrência de peso para o seu lugar, ele faz falta. 

Há vários jogadores emprestados, é só chamá-los! 

 

Quanto ao Sá Pinto, prefiro-o ao Domingos. Reconheço valor ao anterior treinador, mas este agora tem alma da casa, tem fé genuína nos seus pupilos (ainda que alguns sejam de baixo nível futebolístico). Ele faz em certa medida o que Mourinho é capaz: transmite essa alma e garra às suas equipas. O Domingos, o André Vilas Boas e até mesmo o Leonardo Jardim, são bons treinadores mas nunca serão verdadeiros vencedores. Necessitam de equipas com grande valor individual e coletivo, caso contrário falham redondamente. 

 

Para as casas de apostas os portugueses já perderam, face aos prognósticos de finais espanholas. 

Os espanhóis esses, fazem descrições muito esforçadas às caraterísticas da equipa de Alvalade. Dão a passagem como garantida contra uma equipa inferior a todos os adversários anteriores do Bilbao: PSG, Man Utd e Schalke. 

Vejam em http://www.marca.com/2012/04/06/futbol/europa_league/1333663992.html 

   

  

Em suma, ao contrário do que afirmou o Sr. Rui Oliveira e Costa na "Grande Entrevista", na próxima eliminatória com o Bilbao não sei se será suficiente ter apenas pragmatismo, ter somente 35% de posse de bola, fazer apenas três ou quatro remates, defender, defender e defender. Ele contrapôs o voluntarismo dos adeptos ao pragmatismo demonstrado, como o caminho a seguir para aceder à final. Pois meu caro, eu também acredito e espero pelo sucesso da equipa, mas caso não arregacem as mangas e se esforcem a sério, com passes bem medidos, com entreajuda dos setores (invés de irem dois sozinhos à luta e os restantes ficarem a relaxar), com pressão sobre a bola, com jogo no meio campo adversário, não augoro brilhante futuro. O pragmatismo não é suficiente Sr. Rui Costa, é preciso esforço, dedicação e devoção de modo a poder alcançar a glória. 



Traficado por Dinis Vieira às 22:21
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Domingo, 1 de Abril de 2012
Extinção de Freguesias? SIM

  

A manifestação de ontem foi quanto a mim uma clara demonstração do incómodo causado aos senhores no poleiro por esse país fora.

Ontem, não foi uma manifestação do povo como pretenderam fazer crer. Ontem, foi uma demonstração de força das freguesias. Tratou-se de uma manifestação organizada pelas freguesias com apoio da ANAFRE (esta pressionada a agir), paga pelas freguesias, com recurso a pessoas locais que estão vinculadas laboralmente, ou a pessoas com espírito bairrista que mesmo assim para se deslocarem à capital sem dúvida que não lhes saíu exclusivamente do seu bolso. 

  

Na peça televisiva que cobriu o evento, foi notória a falta de informação dos envolvidos. Ficou visível que as pessoas que se passearam alegremente e folcloricamente pelas ruas de Lisboa, fizeram-no pelo gosto em mostrar a sua cultura, mostrar as tradições, eventualmente aparecer na televisão no rescaldo de um dia diferente. Foram todos numa viagem, que nada mais lhes significou do que um alegre passeio de convívio com pessoas da sua terra, um piquenique, um dia que se repete ao longo do ano por outros motivos.

 

Questionados sobre as motivações da sua presença na manifestação, os mais esclarecidos alegaram "uma entidade que se extingue", "pelas culturas e tradições". Claro que se extinguirão entidades, esse é o propósito. Quanto à cultura e às tradições, em nada mudarão, pois na fusão de duas freguesias não há necessidade de suprimir culturas. Aliás, essa freguesia sai enriquecida.  

  

Vivemos em democracia e por tal isto é permitido. É permitido mas é lamentável a atitude deseperada e egocêntrica de quem quer manter inalterada a sua situação previlegiada neste mundo imperfeito. E o povo, na sua puerilidade, usado pelos senhores dos poleiros para a prossecução dos seus desígnios. 

  

Sou completamente a favor da extinção dalgumas freguesias neste país, unido-as a outras. Este governo tem feito muita asneira, mas isto certamente não é uma. 



Traficado por Dinis Vieira às 11:17
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
O Cavalo Azul de Rínia

Obrigado a todos que se voluntariaram e colaboraram neste projeto, para a conceção de uma capa para este livro infantil, "O Cavalo Azul de Rínia". 

   

Reconheço o empenho de todos que participaram e sem dúvida que há muitos ilustradores com talento por estas terras lusitanas, visto as várias ilustrações soberbas que foram rececionadas.

No entanto, como o livro terá um único ilustrador, optei pelo novo talento José Luís Cardão, após ter chegado até mim a sua proposta, que fica de seguida aqui exposta para vossa consideração. 

  

Uma vez mais um enorme obrigado a todos vós e as maiores felicidades para a vossa carreira. 

  



Traficado por Dinis Vieira às 20:33
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
O Mundo poderá realmente acabar este ano... para a Democracia

Nunca na história da humanidade as pessoas foram tão condicionadas como são hoje. Ironicamente, a visão que têm do mundo espelha precisamente o contrário. Pensamos que vivemos em liberdade, quando somos escravizados pelo atual sistema. Por exemplo, não podemos ter um terreno e cuidar da nossa vida sem interferências da sociedade, pois pedem-nos impostos sobre os imóveis, pedem-nos licenças para construir qualquer infraestrutura dentro do que é nosso, pedem-nos licenças para fazer um poço para água, exigem-nos que integremos os nossos filhos na sociedade através das escolas... não há nada que se possa fazer nem nenhum estilo de vida que se queira adotar hoje em dia que não seja controlado pela sociedade.  

Quanto à sociedade, é sujeita à democracia. A democracia por sua vez é associada automaticamente a liberdade. Nada mais errado. 

Nunca ouviram um político a dizer que é a favor da liberdade? Ele não se refere à liberdade do indivíduo, mas sim à liberdade do mercado, dos interesses financeiros, à liberdade de atuação e de imposição à generalidade da população mundial das regras de escravatura a que estas estão cada vez mais sujeitas.

Este é o nosso caso atual. O acordo aprovado em sede de concertação social conduz-nos nesse sentido. E o povo acomoda-se, "O que podemos nós fazer?", perguntam muitos, "É inevitável", dizem outros. O povo está neste momento sujeito a um descontrolo da própria máquina do mercado. A exponencialidade no aumento do lucro descontrolou-se, levando à atual crise, levando às nações a escravizar o seu povo no intuito de cumprir com as normas vigentes do mercado. Errado! Nada disto surtirá o efeito que alvitram. O pobre continuará a trabalhar toda a vida para pagar uma dívida que não existe, criada pelos conceitos do mercado livre, pagando juros para a minoria. Essa minoria, cerca de um por cento da população mundial, sem nada fazer, viverá dos juros de bens que já detêm, sendo que esses juros provêm do dinheiro que nos emprestam para pagarmos dívidas fictícias.

Que dívidas são essas? São oriundas do próprio mercado livre, das normas que o regem. São regras criadas por poucos para seu próprio benefício. Mas a genialidade destas criaturas não está propriamente na bem oleada máquina atual do mercado livre. O bílis encontra-se na implementação das subculturas.

O que é isso de subcultura? É o enraizamento no comportamento dos seres humanos de determinada conduta. Há o racismo, a xenofobia, o ódio aos judeus, a cristãos e muçulmanos, tudo produto da implementação de subculturas. Ódio? Ódio a quê? Perguntem a um americano qual é o melhor país do mundo? Dirá que é os US. Perguntem-lhe se já esteve ou conhece a França? Dirá que não. E a Inglaterra? Não. E o Japão? Não. Então baseado em o quê que afirma que os US é o melhor país do mundo? A incapacidade de resposta gerará uma reação violenta à vossa abordagem.

No nosso caso atual, a subcultura é a submissão à forma como a política gere o nosso destino... se somos imensuravelmente mais do que aqueles que nos oprimem, porque não dizemos chega? Porque foi-nos encutido desde pequenos que é desta forma que o mundo funciona, porque os miúdos são ensinados já na primária a poupar e a sujeitar a sua vida aos rendimentos disponíveis, à sujeição a trabalhos repetitivos em troco dum prémio que é o dinheiro, à sujeição dos impostos como verdade incontornável. Fomos ensinados a ser submissos à política, ao mercado livre, a que isto é o melhor para todos. Melhor para todos????

Compreende-se contudo que a democracia não é mais do que uma passagem, tal como o feudalismo, ou o despotismo nos primórdios. É evolução, e como tal irá tornar-se obsoleta perante novas formas de organização social que um dia surgirão. 

O mundo poderá realmente acabar este ano... para a democracia e para o mercado livre. 



Traficado por Dinis Vieira às 22:55
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Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Memorial às Vítimas de Mutilação Genital Feminina

   

  

Sou contra. 

  

   

  

Aparte da bárbara violação dos direitos humanos, da dor excruciante imposta a crianças, da agonia e problemas de saúde que daí derivam e perduram para toda a vida, há ainda outros fatores a ter em conta, não de menor peso: o prazer da mulher. 

A mulher tem o direito inalienável de obter o prazer sexual. Deve poder decidir livremente acerca da prática ou não duma relação íntima. 

Afinal de contas, qual é o homem que não obtém prazer ao proporcionar prazer à sua parceira? Observar uma mulher arrulhando por gozo, ou na sua timidez a abocanhar-se para não exteriorizar essa sensação libertina, é um dos extâses do ato sexual aparte do orgasmo masculino. Desencadear um turbilhão de prazer sensorial na parceira é um dos pontos de concretização pessoal dum homem. 

    

   

Portanto, é totalmente censurável uma prática em que mutilam a parte mais sensível e delicada do corpo feminino... o clítoris. Na versão mais severa, praticada em alguns locais de África, cozem os lábios genitais superiores, deixando somente um pequeno orifício para urinar. Daí derivam incontáveis infeções vaginais agudas, problemas graves na altura do periodo, ficando algum do sangue retido dentro da vagina e acabando por lá coagular.

   

   

Os pais dessas mulheres só recebem o dote quando as filhas se casam, se elas forem virgens. O fato de estarem cozidas, tendo somente aquele minúsculo acesso, é o selo de garantia da virgindade. O marido na noite de núpcias encarrega-se de cortar o fio com uma lâmina. Esta corrente vaginal tem ainda supostamente como objetivo servir o homem doutro modo, pois quanto mais apertada for a vagina, maior será a satisfação masculina.

  

  

Sendo nómadas os povos que praticam estes atos, os homens ausentam-se usualmente em negócios. Tendo sido a mulher despojada do prazer sexual aquando da mutilação a que foi sujeita, não terá propenção para trair o seu marido.

Estas são as motivações e os motivos alegados pelas culturas praticantes. Nalguns dos países em que a prática é banal, a lei já a proíbe, mas na clandestinidade a preservação da tradição é sobrelevada para sustentar a continuidade do ato.

Apesar disto não se cingir somente ao ato sexual, sendo também uma forma nesses povos de subjugação da mulher na sociedade, a verdade é que não se trata de um exclusivo imposto pelos homens. Grande parte das mutilações efetuadas são da iniciativa das mulheres, umas porque também foram sujeitas ao mesmo, outras porque acham que estão a garantir um futuro condigno para as filhas ao assegurar deste modo um casamento vindouro.

Enquanto perdurar a vontade das mulheres destes povos, a barbárie prevalecerá.

   

   



Traficado por Dinis Vieira às 10:38
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Sábado, 12 de Novembro de 2011
Crónicas dum Proxeneta

  

O chulo reúne as suas trabalhadoras. 

Chulo: - Chamei-vos aqui todas para vos avisar que a minha percentagem vai aumentar. Em vez dos 60% usuais passo a ficar com 70% do apuro. 

Prostituta: - O quê? Assim ficamos sem nada. 

Chulo: - Tem mesmo que ser. Os impostos vão aumentar e os subsídios vão ser cortados. 

Rameira: - Mas nós não somos funcionários públicos. 

Chulo: - Mas prestais um serviço público. De qualquer modo tenho que fazer juz ao meu nome, não posso deixar que o governo seja mais chulo do que eu. Roubar o povo desta maneira... são bons mas eu já chulo há muito tempo. Pensando melhor, a minha comissão passa para 75%. Assim é que é. 

Meretriz: - Como é que vamos sobreviver com tão pouco dinheiro? O que vai ser de nós? 

Chulo: - Tendes que investir para melhorar o negócio. É lógico. 

Puta: - Investir como? 
Chulo: - Para teres mais clientes basta melhorar os pormenores: os preservativos passam de simples para estrias sensoriais, um bochecho mais profundo e alongado, umas collants sem buracos na malha, um perfumezito no pescoço,... será que tenho que explicar tudo? É por esta dedicação que mereço a comissão que vos cobro. Vendo bem as coisas, passa antes para os 80%. Assim é que é. 

Trabalhadora liberal: - Mesmo assim não vamos ter mais clientes. Os desta zona já cá vêm todos. 

Chulo: - É simples. Colocais um anúncio na internet. É preciso nacionalizar o nosso negócio. O governo também o vai fazer com os bancos. 

Vendida: - Acho melhor terminar esta reunião ou os 20% que nos restam ainda evaporam. 

Chulo: - Ora, afinal sempre temos por aqui alguém que pensa. Assim já estamos em vantagem sobre o governo porque por lá não há ninguém que o faça. 

   



Traficado por Dinis Vieira às 18:43
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Dicas para Poupança dentro de Portas
   

Deparei-me recentemente com este trabalho do Jornal de Notícias sobre conselhos para poupar dentro de casa. Muitas das dicas são de conhecimento comum, mas ainda assim há algumas inovadoras.

Está bastante completo, sendo sem dúvida uma compilação meritória do colaborador do JN que o realizou e por isso é aqui destacado.

Saiba como poupar em sua casa.  



Traficado por Dinis Vieira às 18:33
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
Falsas Aparências

     

É caricato algumas pessoas pretenderem espelhar uma imagem pretensamente madura, com o sacrifício de coisas banais que lhes proporcionam prazer e boa disposição.

Quando a malta se junta e o assunto já secou, quando ficam todos a olhar uns para os outros, a querer matar tempo mas sem nada para entreter, mostram-se a princípio reticentes quando se afigura a possibilidade de desfrutar de um mero jogo. Qualquer um serve desde que agrade: uma suecada ou sobe e desce, um jogo de tabuleiro, uma partida de consola dum jogo de sociedade,... há variadíssimas escolhas dentro de portas que agradam a toda gente. É só escolher. Então porquê a malta, mesmo entre amigos, muitas vezes mostram-se relutantes em preencher o tempo com uma agradável atividade de entretenimento? Este diz que não mas fica por perto à cata, aquele diz que não apetece mas o olhar diz o contrário. Tudo o que é necessário é dois ou três abrirem as hostilidades que aos poucos os "esquisitos" reunem-se em volta do acontecimento. Acho que se trata duma auto-pretensão de ostentar uma imagem de maturidade e experiência a quem a puerícia não desperta réstia de interesse. Isto serve para os vintões e para os cinquentões.

Querer assistir a determinado programa televisivo mas não o fazer perante outras pessoas por temer ser criticado. Querer comer mais à refeição mas temer o escárnio sobre a forma física. Gostar de ópera ou música clássica mas não o divulgar a ninguém. É um rol extenso de restrições sociais. 

Querer passar por alguém que não somos, não havendo real necessidade de vestir essa máscara! Que lástima de opção. São somente falsas aparências.

O truque para passar um tempo que nos satisfaça está em fazer o que nos dá prazer. Prá sanita com o disfarce social.    

    



Traficado por Dinis Vieira às 22:39
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