A eterna luta de classes, estereotipada pela cor do colarinho. Qual é a cor do teu colarinho?
Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
Tráfico Laboral do Capitalismo

 

Concordo que haja mobilidade no setor do estado. Quem o tem como patrão, tem que se sujeitar a pontuais mudanças que sejam necessárias. 

Não concordo é com abusos laborais que em alguns casos são praticados. 

 

"O Meu Testemunho"

O estado é a minha entidade patronal.

Levei alguns anos para chegar perto da localidade onde resido.

Progredi na carreira no meu serviço, que por motivos profissionais não irei referir diretamente, e tendo sido promovido, fui remetido uma vez mais para longe, coisa de pouca monta a rondar os 480 km de distância! Durante os quatro anos seguintes, foi-me imposta a deslocação para seis locais distintos, todos em zonas do país distantes entre si, e distantes da minha residência. Conheço Portugal como poucas pessoas, pois não passei simplesmente de passeio pelos locais, mas sim residi em cada um deles por largos periodos.  

 

Na altura que era suposto ser deslocado para uma distância razoável (até cerca de 120 km) da minha localidade, a minha entidade patronal remete-me para um local que dista uns meros 385 km!!! Sou informado de que terei que ficar por lá durante mais um ano. Quatro dias após o meu advento à nova casa, sou informado que afinal é possível que por lá tenha de ficar dois anos!!!

Nos derradeiros quatro anos a minha esposa ficou sozinha em casa, a cuidar sozinha de duas crianças. O apoio da cônjuge para a progressão na carreira e consequentemente na qualidade de vida foi total de início, mas ninguém era capaz de prever estas condições de tráfico laboral que se iriam seguir. Aos quatro anos juntam-se, para já, os próximos dois. Seis anos de uma mulher de coragem a viver como mãe solteira, a lutar sozinha pelo seu emprego e pelo bem estar dos seus rebentos. Seis anos em que a filha mais velha ganhou consciência para perguntar o porquê do pai se encontrar sistematicamente ausente durante largos periodos. Suficiente para desestabilizar uma infância normal. 

 

 

Valeu o esforço monetariamente? Não. Desde que saí de casa fui promovido duas vezes, algo que nem todos alcançam. O mérito da façanha e do enorme sacrifício familiar foi quantificado em aproximadamente €250 a mais no ordenado estatal. Por entremeio destes anos, dispendi aproximadamente por mês €300 em deslocações para "visitar" de longe a longe a minha família, por meros dois a quatro dias (era só acumular semana a semana a única folga semanal a que tenho direito, apesar de estar todo o dia no local de serviço, típico de quem vive sem ter mais nada presente). Os gastos extraordinários não se limitam às viagens, pois sustentar uma vida fora de portas tem custos acrescidos, tais como a alimentação por exemplo. Gasto mais devido ao afastamento do que o valor em que fui aumentado!!! Se tudo isto ao menos fosse compensado economicamente, com uma real melhoria no rendimento... Tenho prejuízo em relação a se nunca tivesse mexido uma palha. 

 

 

Portugal meu país, explica-me o que tenho eu andado a fazer? Explica-me como vou eu explicar à minha esposa e às minhas filhas que apesar de tudo ainda tenho que ficar ausente por pelo menos mais dois anos.

Se perguntas porque não levo a família comigo, eu pergunto quem me paga o crédito contraído ao banco para adquirir um tecto, quem empregará nestes tempos de crise a minha esposa caso ela se demita do seu emprego para me acompanhar, quem garante que seis mudanças de residência em quatro anos não afectará as minhas filhas?  

É assim que valorizas o empenho e a dedicação do teu povo? 

 

Após tanto tempo e sacrifício, estou no limiar da minha compreensão. Após tornar-me num elemento de reconhecido valor laboral, de adquirir competências específicas para a minha área, e poder exercer como poucos uma atividade necessária a todos os cidadãos, considero seriamente demitir-me. Entendo perfeitamente a posição precária deste país, entendo o elevado índice de desemprego, mas atingi o limite. Somos seres de carne e osso apesar de sermos tratados como meros números. Precisam de nós mas tudo fazem para nos escorraçar. Onde está a dignidade mínima que se exige? 

 

O mundo precário assusta qualquer pessoa, pois todos precisamos de trabalhar para poder viver condignamente.

Mas acredito que há mais na vida do que esta nova escravidão, este maldito tráfico laboral do capitalismo. 

 



Traficado por Dinis Vieira às 21:57
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Domingo, 26 de Junho de 2011
Império da Mente

 Isto não é só talento,... é o poder da vontade.  

 

 



Traficado por Dinis Vieira às 14:37
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Sábado, 25 de Junho de 2011
Aqui há Talento

Para vosso deleite e descontração, aqui fica um filme bem disposto e a transbordar de talento. Parece fácil, não é?

 

Vejam até ao fim pois o melhor vem no final.

 

Deliciem-se. 

 

 



Traficado por Dinis Vieira às 12:50
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Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
Puerilidade Desinibidora

Faleceu recentemente o irmão do meu sogro, ambos sessentões.

Eram muito próximos um do outro, pelo que o meu sogro sofreu bastante com a perda. Ele é uma pessoa reservada, não deixa transparecer facilmente o que sente, pelo que sonegou a dor em si.

 

A minha filha, sua neta, tem sete anos e frequenta a catequese da igreja católica da freguesia. A questão da fé de cada um é algo pessoal e íntimo. Quer seja uma fé monoteísta ou politeísta, quer valorize determinados princípios ou outros perfeitamente opostos, a fé diz respeito a cada ser humano na sua esfera individual. 

No caso da Lara, além da questão do legado da crença e da cultura dos seus progenitores, que a mesma mais tarde poderá acolher ou não, há uma indelével transmissão de valores morais e cívicos de atuação em sociedade que são adquiridos na catequese.

Hoje em dia sobressai cada vez mais nas pessoas a ausência deste fio condutor no comportamento generalizado, em particular no caso dos mais jovens. 

 

Não obstante eventuais divergências de opinião sobre o supracitado, o que me surpreendeu e levou a partilhar convosco o seguinte, foi uma situação ocorrida. 

Dois dias após o funeral, a menina, incentivada pela mãe, telefona para o avô para que este se animasse um pouco ao falar com a neta. 

 

- Que foi avô? Estás triste?

- Estou.

- É por causa do teu irmão ter morrido?

- Sim, é.

- Mas olha, ele não está morto. 

- Não está? 

- Não, ele está vivo dentro de ti. As pessoas de quem nós gostamos estão sempre vivas dentro de nós, tal como a tua mãe ou o teu pai. 

 

Cerca de meia hora após o telefonema, uma tia da menina que reside com o avô, telefona de volta. Questiona a mãe acerca do conteúdo da conversa que a menina teve com o avô. Disse que após a chamada, o avô sentou-se à mesa para jantar e começou a chorar. Aquele homem, duro e controlado, que nem durante o funeral tinha derramado uma só lágrima, encontrava-se agora à mesa a chorar em frente aos restantes membros da casa. Perguntado qual o motivo, o mesmo disse que de todas as pessoas que falaram com ele após o falecimento do irmão dando condolências, nenhuma tinha dito palavras tão comoventes e bonitas como as da menina.

   

Muitas vezes não dizemos francamente o que sentimos, o que realmente pensamos. Por vezes há quem precise simplesmente de ouvir a verdade, ou de ouvir algo que faculte algum conforto e alívio, ainda sabendo que não passam de meras palavras. E esse é o dom das crianças. A puerilidade desinibidora que as crianças ostentam é uma das suas grandes virtudes, que infelizmente consome-se com o passar do tempo até desvanecer completamente.

 

Não é normal a Lara ter este género de conversa. É um elemento estranho ao ambiente em que está inserida. Tal só poderia ter surgido por frequentar a catequese. Mas uma criança que parecia que apenas ia à catequese para passear e estar com as amigas, sem que prestasse ainda qualquer atenção aos assuntos abordados, surpreende agora pessoas adultas com diálogos que a transcendem. 



Traficado por Dinis Vieira às 13:21
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Domingo, 19 de Junho de 2011
Ode aos passos de Coelho

Bem hajas Passos Coelho. Acredito em ti,... pelo menos para já.

 

Se o futuro vier a dar razão às vozes que criticam a tua falta de preparação para governar o país, pelo menos algo de positivo já alcançaste. Foste capaz de desprender-te de (parte) favores de campanha, de cargos entaichados, de promessas que assim ficam a pairar no ar. Levaste contigo pessoas capazes e, mesmo que tu não o sejas, tiveste o dom de te rodear de quem o é.

 

Porque vejamos, a maioria dos grandes empresários de sucesso deste país tem pouco mais do que dois palmos de testa. Todavia, esse pouco de bom senso levou-os a saberem rodear-se por pessoas competentes, e esse é o caminho fundamental para o sucesso.

 

Mesmo que o próprio fosse um rasgo de genialidade, sozinho dificilmente levaria a bom porto este Titanic. Vejam os exemplos bem sucedidos dos fundadores do Facebook ou do Google: são sem dúvida pessoas com uma capacidade superior à média, mas o grande feito foi o de conseguirem captar alguns dos melhores recursos humanos disponíveis no mercado. Alguns, certamente mais aptos que os patrões, com potencial para encetarem uma igual empreitada por si mesmos, mas a verdade, é que terminaram a trabalhar para outrém ao invés de empreenderem. 

 

E o nosso Passos Coelho, tirará tal rendimento dos recursos humanos que atraiu consigo para o poço da morte? O tempo dirá se realmente eles são valor acrescentado para a gestão do novo primeiro ministro ou se se tratam somente de ilustres desconhecidos, teóricos sem o necessário empirismo, autores de livros e palestras que debatem os problemas quotidianos, comentadores políticos televisivos, mas todos igualmente fruta sem sumo como os predecessores. 

 

Por ora, ouço passos de coelho na direção certa, a palpar terreno com receio das areias movediças, como quem atravessa um pântano no breu. Ouço Portas atrás de mim a bater, com a promessa de males trancados no passado.

 

Defendo este novo elenco com garras e dentes.

Defendo-os contra os que criticam a inexperiência política: então não foram os políticos profissionais que levaram essa classe a arrastar-se pela lama? Não foram os ditos profissionais que arruinaram Portugal como nunca antes tinha acontecido?

Então este sangue novo é uma lufada de ar fresco para a credibilização da sua casa... deixem-nos trabalhar para vos lavar a cara perante o povo.

 

Defendo-os porque acredito que podem efetivamente ser mais competentes na gestão dos ministérios e dos desígnios do país.

Defendo-os porque acredito que serão mais honestos e corretos na condução dos cargos que lhes são confiados, não os usando para benefício ilícito próprio ou de terceiros. 

Defendo-os porque acredito que serão mais transparentes e verdadeiros com os portugueses sobre a realidade que nos aflige. 

Defendo-os porque acredito que terão uma dose de bom senso que faltava anteriormente, escutando opiniões diversas e analisando apartidariamente, deixando cair megalomanias em tempos que falta pão nas mesas. 

Não defenderia se fossem mais do mesmo. Estava farto. 

 

Fica então aqui o onze do mister Coelho

 Para a baliza

Ministro da Defesa:

José Pedro Aguiar Branco;  

 

 

                                                      

   Para defesa direito,                                     Para defesa central,                                     Para defesa central,                               Para defesa esquerdo,

Ministro dos Assuntos                           Ministra da Agricultura,                  Ministro da Administração                       Ministro da Educação 

     Parlamentares:                                     Ambiente e Território:                                            Interna:                                              e Ensino Superior:

     Miguel Relvas;                                             Assunção Cristas;                                             Miguel Macedo;                                                  Nuno Crato;

 

 

 Para trinco,

Ministro das Finanças:

Vítor Gaspar; 

 

 

                                                                                         

                                                    Para médio ofensivo direito,                                                                    Para medio ofensivo esquerdo,

                                                          Ministra da Justiça:                                                                           Ministro da Segurança Social:

                                                     Paula Teixeira da Cruz;                                                                                    Pedro Mota Soares;


 

                                                                                                         

                               Para extremo direito,                                          Para Avançado centro,                                       Para extremo esquerdo,          

                               Ministro da Saúde:                           Ministro dos Negócios Estrangeiros:                           Ministro da Economia:

                                    Paulo Macedo;                                                             Paulo Portas.                                                   Álvaro Santos Pereira; 


 



Traficado por Dinis Vieira às 15:34
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Sugestão Cinematográfica

A sugestão que proponho é, tal como a derradeira que aqui deixei noutro post, não um filme mas sim uma série televisiva.

 

Legend of the Seeker é uma autêntica pérola da sétima arte. Poderia desdobrar-me num panegírico interminável, desaprisionar o turbilhão de virtudes que se podem associar a esta magistral obra, mas o maior encómio que se pode ceder a uma série de televisão é de que a sua qualidade assemelha-se à de um filme.

 

Infelizmente nunca foi transmitida em Portugal, pelo que só poderá ser obtida pela internet. 

Se há situações que nos ultrapassam quanto aos motivos, à razão de algo acontecer, este será certamente um desses casos singulares. A série conta no seu rol com duas temporadas. Teve o seu término prematuro devido aos elevados custos de produção. Efetivamente visionando-a, pode-se constatar que todo o ambiente criado é suscetível de elevados encargos. Apesar da enorme contestação do público, a ABC não fomentou a manutenção de uma terceira temporada. 

A contragosto, mas pode-se ainda assim compreender a razão do cancelamento. O que é difícil de entender é porque em Portugal nunca esta fabulosa série foi transmitida, sendo que já data de 2008!?

 

É habitual serem transmitidas séries que são autêntico lixo televisivo, desprovidas de qualquer valor acrescentado, de qualquer réstia de originalidade ou criatividade. Sistematicamente despejadas no nosso templo em frente à televisão, algumas durante mais de uma dezena de temporadas, e no entanto, obras majestosas como esta, capazes de prender literalmente o espetador ao sofá, são simplesmente ignoradas. 

 

Trailer da série em que se pode contemplar a envolvência existente 

 

Legend of the Seeker é uma obra baseada no livro "The Sword of Truth" de Terry Goodkind, produzida por Sam Raimi, que conta no currículo com obras como a trilogia do Homem-aranha, as séries dos anos noventa "Xena: A Princesa Guerreira", "Hercules - As Viagens Fantásticas", ou do mais atual "Spartacus - Sangue e Areia".

É uma série com a chancela da Disney. 

 

É envolta num ambiente místico, medieval, repleto de aventura, romance, humor, decorrendo num universo fantástico, riquíssimo em detalhes e em inúmeros aspetos criados em exclusivo, que favorecem a sua contemplação como série de culto. Semelhante nível de pormenor somente é alcançado por um reduzido número de produções, tais como "A Guerra das Estrelas", "Star Trek", ou "Harry Potter". 

 

Poder-se-á dizer que Legend of the Seeker é algo semelhante ao universo de "Lord of the Rings", mas menos teatralizado, quiçá menos sombrio. A catadupa de ação é um tsunami no ecrã. Os movimentos das cenas de combate têm fragrâncias de "Matrix", conferindo uma espetacularidade de elevado nível. As paisagens são de cortar a respiração, algo normalmente só visto em filmes de grande orçamento. O enredo deriva do livro, estando deste modo garantida a qualidade. Tem um início, um desenrolar gradual dos acontecimentos que suporta o fomentar contínuo da espetativa, surpreendendo regularmente com as reviravoltas bem conseguidas, que são um autêntico manjar para o espetador.

 

Relata a ascensão de um plebeu à condição de Seeker. O mito de um homem renascido ao longo de gerações com o intuito de conduzir o mundo em tempos de desespero, lutando contra o mal que impera, através do uso de uma arma que só o verdadeiro Seeker pode empunhar: a Espada da Verdade.

Richard Cypher (Craig Horner) é o jovem que será incumbido de tão pesada herança, tendo como seu tutor o lendário e poderoso mágico Zeddicus Zu'l Zorander (Bruce Spence). Apesar da assídua presença de Zedd, o seu braço direito será indubitavelmente Kahlan (Bridget Regan), uma Confessora, pertencente a uma irmandade de mulheres com o dom de confessar as pessoas, tornando-as para sempre devotas a si, mas igualmente desprovidas de vida própria.

Todo o mal provém do reinado tirânico de Darken Rahl (Craig Parker), uma figura omnipresente com uma influência e domínio muito vastos.

 

As representações são bastante interessantes, por parte de atores até então desconhecidos do público. É de realçar a química entre as personagens que ajudam sobremaneira a criar uma atmosfera credível.       

Conta ainda com participações em alguns episódios de personalidades consagradas, algumas vencedoras de óscar.

  

 

Podia, mas não serei contido na mensagem que pretendo passar: Legend of the Seeker é uma das melhores produções épicas de fantasia para televisão que eu tive o prazer de ver até hoje. Depende sempre sobre a apetência do consumidor para determinada temática do produto, mas dentro do género é do melhor que se pode encontrar. 

Já recomendei a série a várias pessoas amigas que, sem exceção, ficaram abismadas com o que tiveram o prazer de ver. Algumas ainda hoje se referem a Legend of the Seeker apesar de já terem visto há cerca de dois anos.   

Se gostam de assistir a puro entretenimento dentro do género que descrevi, então nem sequer hesitem: procurem e vejam Legend of the Seeker.  

 

 



Traficado por Dinis Vieira às 15:19
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Sábado, 11 de Junho de 2011
O exemplo a seguir por um povo desnorteado

 

  

 

Foi com muito gosto que tive conhecimento de um reforço na internacionalização de mais uma marca portuguesa. 

Os sanitários Valadares, empresa sediada em Vila Nova de Gaia, vai dar um salto evolutivo na sua dimensão e projecção após ter assegurado esta semana mais um contrato internacional para exportação. Tem interesses em várias zonas e países, tal como na Europa, Dubai, Arábia Saudita, Austrália ou Coreia do Sul. 

Atualmente detem cerca de sessenta por cento do mercado nacional.  

   

 

 

 

 

 

 

 O sucesso empresarial além fronteiras torna esta marca numa embaixadora portuguesa, recolhendo prestígio para Portugal e cumulativamente para os produtos nacionais, que nesta altura de crise bem precisam de tudo quanto possa ajudar a impulsionar a rede negocial.

 

 

  

 

  

  Aparte da imagem transmitida para o exterior, é igualmente a imagem que é espelhada internamente que deve ser objeto de análise. Prova uma vez mais que por cá temos qualidade sobejando, e que urge explorar toda a potencialidade criativa dos recursos humanos em Portugal. É preciso quebrar o ciclo de estagnação, de emigração de mais valias, de défice de empreendedorismo.

Tem necessariamente de ser o ponto de viragem, apostando em nós próprios, para nosso benefício.

Chega de acatar pavidamente que trabalhamos pouco, mal, sem o rigor necessário. É tempo de nós mesmos provarmos ao mundo que em nada somos inferiores e não mais aceitar imposições ridículas que pretendem que acatemos.

Como a uma pessoa que se diga continuamente que está insã, ela mantem-se nesse estado letárgico. Esperar que alguém a ajude, afastando os seus opressores, é esperar em vão. Ela mesma tem que se erguer e encetar a mudança que precisa.

A lógica que surte do meu discernimento e, a alma que vive em mim, fazem-me crer que somos capazes. Força portugueses... força Portugal.  

 

 

  



Traficado por Dinis Vieira às 10:50
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
1º Bloscar do Gangster vai para o blog... "Mesa Marcada"

Mesa Marcada é um blog que eu desconhecia, mas queria o destino que tivesse lugar marcado aqui como vencedor do 1º Bloscar do Gangster.  

 

É um espaço dedicado ao orgasmo dos sentidos, harmonizando a sua simbiose através da degustação de manjares e néctares, das bandeiras no desbravamento de restauração ainda desconhecida das massas. Causalidade intensa em satisfação e desejo venéreo, anunciam ao mundo que os restaurantes utópicos sempre existem, são reais, apesar de por vezes a preços surreais.  

 

 

Espaços encantadores como o restaurante Darwin's Café (em cima) ou o hermético clube de prazer sensorial Green Caterpillar (em baixo), remetem-nos para parques temáticos da culinária, onde as vertiginosas montanhas russas exortam o paladar através de sabores diferentes, invulgares e excitantes. Locais onde a monotomia das refeições diárias é albaroada e a carteira também. Todavia, são locais que enriquecem o nosso empirismo culinário, ou pelo menos adoçam os nossos sonhos. Eu confesso que me deliciei a ver imagens de extravagantes e aparentemente apetitosas iguarias, e a ler avidamente sobre o quão agradável e formidável são todas aquelas maravilhas descritas, ao qual não está alheio o bom gosto lírico dos autores do blog, Duarte Calvão, Miguel Pires e Rui Falcão, capazes de imprimir poesia a produtos caros e colesterizados, mas objeto de desejo. A ornamentação desses espaços é a lingerie dos pratos, exponenciando a já arrebatadora experiência. Ambientes que colocam os clientes descontraidos, libertando hormonas desinibidoras para um posterior escaldante serão a dois.   

 

 

  

Deparei-me com beleza, 

 

 

 

com desejo,   

 

 

com exotismo.  

 

 

 

  

No "Mesa Marcada" são abordados os elementos interagentes numa relação de afável coexistência: o vinho e o queijo. 

 

É uma relação de amor à primeira prova deixar-se deleitar pela volutabilidade do sabor de um queijo à medida que se enrola na boca e se envolve cumplicemente na tenacidade frutuosa de um bom vinho. 

 

São revelados os rendez-vous das melhores iguarias, como o vinho no Weinstube de Bernkastel (à esquerda), ou os queijos na Michel Van tricht and Son, em Antuérpia (em baixo), considerada pelo Wall Street Journal como a melhor loja de queijos no mundo em 2010.

Lamentável é que persista o desconhecimento da queijaria portuguesa de qualidade, que com a devida promoção além fronteiras teria todas as condições de ombrear com os produtos internacionais, tal como já sucede atualmente com os vinhos, desde que presentes em provas às escuras (prova de vinhos sem rótulo).   

      

 

É uma mesa marcada para consumir e comentar sem reservas, aqui ou por entre conversa de café, sem pudor ou tabu, agraciando as virtudes ou ostracizando os pontos negros. Remexam e comentem, açambarquem o blog, abocanhem-no, e descubram uma oferta diferente e de qualidade, abrangendo o que de melhor há na gastronomia. 

Definitivamente vale a pena conferir o Mesa Marcada, onde há sempre lugar para mais um. 

 

De Dinis Vieira, parabéns ao blog Mesa Marcada



Traficado por Dinis Vieira às 13:27
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Domingo, 5 de Junho de 2011
Assembleia de Voto

 

 

 

      

       Hoje passei por três diferentes assembleias de voto, todas de pequeníssimas freguesias, apesar de já ter votado antecipadamente devido às vicissitudes da minha atividade laboral. 

         Numa delas encontravam-se cinco membros na sala da assembleia de voto. Noutra freguesia, de semelhante proporção populacional, encontravam-se cerca de oito membros. Na terceira freguesia, indubitavelmente a de menor expressão populacional entre as três, encontravam-se cerca de dez membros!!! É lá,... aqui o serviço deve ser abundante!

         Cada membro presta um obrigatório e relevante serviço público, num impoluto exemplo de cidadania, um impagável ato altruísta para com a comunidade, remunerado a peso de e(o)uro. Não está o país a votos devido a crise? Então porque é que tanta gente é paga excentricamente para desempenhar um papel que deveria ser um dever de todo o cidadão? A pagar, que fosse tida em conta a proporcionalidade entre o serviço realizado e o caráter público inerente.

       Subrescrevi uma petição contra a isenção de remuneração aos membros da assembleia de voto, mas teve igual aceitação como o abandono do TGV.  

         Digam-me lá então o porquê? 

     Para que servem dez membros numa assembleia de voto de uma freguesia de infíma dimensão? 

         Porque é remunerado tão generosamente o exercício destas funções? 

         Qual o critério de nomeação dos membros para a assembleia de voto? 

         Porque vejo sempre as mesmas caras na sala do festim? 

         E esta, hem...? 

  



Traficado por Dinis Vieira às 15:50
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Lenda Urbana da Estrada de Sintra
           
         Recentemente, por entremeio de conversas, tomei conhecimento de uma história caricata. Versava sobre um grupo de amigos que seguiam num carro, quando deram boleia a uma jovem que se encontrava junto à estrada. Que pouco tempo após retomarem a marcha, a jovem terá apontado para um local na berma da estrada e terá dito que fora ali que tinha morrido. 
       Pessoalmente não dou qualquer crédito a estes casos, mas respeito as crenças de cada um, desde que não haja o intuito de prejudicar terceiros. Das bocas que tal narrativa saiu, a credulidade parecia genuína. Neste caso, fiquei algo surprendido quando soube que esse acontecimento tinha sido gravado e estava inclusive disponível na internet.
       Fui procurar e lá achei. Há várias adaptações, mas esta lenda urbana é mais conhecida pelo Mistério da Estrada de Sintra. Já conta com cinco anos de existência e provavelmente muitos de vós já conheciam este caso, mas ainda assim aqui fica no blog do Gangster do Colarinho Multicor para os mais distraídos como eu. É sem dúvida uma curta metragem bem feita, digna de ser apresentada no canal da SIC Radical na rubrica que existe (ou existia pelo menos) dedicada a curtas metragens. Ao bom estilo de Blair Witch, os jovens que a gravaram estiveram bastante bem, considerando os recursos que tinham disponíveis.
      Apesar da caraterística cinemática, ainda assim é impressionante como basta somente acender um rastilho para exponenciar uma qualquer realidade, fabricada ou não. Quando as pessoas querem acreditar, acreditam. Bem... também muitos portugueses acreditaram nas patranhas do engenheiro Sócrates e nas vãs promessas de um maravilhoso novo mundo!!! Quem foi crente aí?  
    Vale a pena dar uma espreitadela, tão somente para verificar como é que em tom de brincadeira se constroi uma verdadeira... lenda urbana. :) 
     
     
     
     
    


Traficado por Dinis Vieira às 11:41
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